Entrevista especial com Marta ex-Suplecy dada á revista eletrônica Zine.com.boato
Zine: Madame Marta, desde quando rola o clima com o francês? Pelo seu sotaque parece que o caso é antigo, não é?
Marta: Je ne sai pas! O Eduardô Suplicy me seduziu com seu sobrenome – Suplicy – soava tão francês!
Zine: Vocês já não viviam juntos, não é?
Marta: Graças a mon Dieu ele passava muito tempo em Brasília torrando...
Zine: E o quê que aconteceu entre vocês?
Marta: Me lembro uma vez em que ele começou um discurso interminável...não, este foi o seu pedido de casamento. Depois disso ele não mudou mais o discurso. Acho que foi tudo uma coisa só. Eu não ouvia nada, não entendia nada, parecia o comício do Lula. Aí chegou mon petit.
Zine: E o Sen.Suplicy? Desconfiava? Não mandava os arapongas do partido investigar? Microcâmeras, grampos, o esquema usado lá em Marabá com os militares?
Marta: É claro. É tradição no partido. Mas como ele sempre funga antes de falar, o pessoal tinha muita interferência nos aparelhos, isto atrapalhava o grampo telefônico. Além disso, ninguém conseguia ficar ouvindo o Eduardô muito tempo.
Zine: O Luis Favre se dava com o senador?
Marta: O mon petit sempre foi muito discreto. E, além disso, ele respeitava muito o Eduardô. Mandava umas champagnes de vez em quando, da Argentina, e uns livros sobre distribuição de renda, da América, só para ele não desconfiar.
Zine: E a CPI do lixo, madame Marta? Bem na hora da lua de mel?
Marta: Lixo, c’est lixô, não é mesmo? Isto é sujeira do Pitta. Nós só continuamos os contratos. Acho que o pessoal do partido livra a gente! Eu na verdade estou mais interessada nos pobres de Paris e na papelada do divórcio. Estamos providenciando os inventários logo antes que o pessoal do partido acabe com toda esta coisa de rico, sabe, partilha, herança, etc.
Zine: O seu ex-marido, o Sen.Eduardo Suplicy, anda tomando lições de dicção para diminuir a proverbial confusão dos seus discursos. A Sra. acha que isto foi decisivo para a sua separação?
Marta: Para a eleição dele, sempre foi. Mas para a separação eu não acho não. Que me consta o Favre (nota da redação: Felipe Warmus, codinome Luis Favre, ex-membro da Organização Comunista Internacionalista, da 4a Internacional Socialista, como todo mundo sabe, com este currículo ele não tem nada a fazer no Brasil!) não se separou das suas últimas 4 mulheres porque elas tinham problemas de dicção. Problema de língua não separa casal, até pelo contrário. Mas os discursos...ah os discursos! Cheguei até pensar em indenização!
Zine: E esta história da Sra. mandar fazer uma lei para empregar estrangeiros na Prefeitura de São Paulo? É verdade? Tem a ver com monsieur Favre ou com o Bové?
Marta: Olha, tem muita mentira nisso daí, viu? O Bové tem o pessoal dele lá no Sul que garante umas granas. O mon petit não precisa de dinheiro. É um homem rico. Além disso, o Eduardô...apagô!
Zine: O Sen. tá nessa, do apagão?
Marta: Claro. Sempre estivemos juntos em tudo. Ele ficava falando e fungando, sabe, aquela história longa de renda mínima? Foi a gota d’água que faltou!
Zine: Entendemos. O Sen. se contentou com uma renda mínima e o seu namorado com a máxima e a sra., não é mesmo?
Marta: A zine.com.boato está indo très loin com esta entrevista! Eu quero deixar claro que o Eduardô para mim, aujourd’hui, é um homem público, não me pertence mais. Graças ao bom Dieu! Je sui très heureux!
Zine: Insistimos, madame. O interesse do seu noivado é mínimo, aliás, é máximo. O público exige. Há o caráter popular do evento. O Senador é um eventual candidato à presidência da República; o partido está arrumando 2 horas e meia na TV para ele poder dizer 10 palavras. Serão 10 palavras que encherão o sac...digo, as esperanças do povão trabalhador e ganharão uma eleição! A Sra. tem que ter esta sensibilidade.
Marta: Sensibilidade é comigo mesma. Ninguém que tenha vivido com o Eduardô tanto tempo como eu pode ter mais sensibilidade, mais tato. Não se trata disso. Eu prometo até votar nele lá da França.
Zine: E o seu mandato, Madame Marta?
Marta: Como o Tarso Genro, eu governo à distância. Ninguém repara mesmo! Já providenciamos umas maquininhas eletrônicas que são uma beleza! Ah, se o Al Gore tivesse nos ouvido!
Zine: O Lula vai ao seu casamento? Será o seu padrinho?
Marta: Teremos que consultar mon petit. Ele é muito chato com esta coisa de cerimonial. O Lula pode dar vexame, sabe com é?, Recolher o arroz da calçada para dar para os pobres de Paris. E tem os Sem-Terra!
Zine: Se o casamento for na França não haverá problema. Se for na Argentina não haverá arroz!
Marta: É, eles têm tradição. Houve os sans-cullotes e os descamisée do Perón! Eles que carreguem a prataria!
Zine: E os homossexuais, a sra. os abandonará também?
Marta: Agora eu tenho mon petit!
Zine: A Sra. pretende ter mais filhos?
Marta: Non...c’est très personnel! Au revoir!
(fim da entrevista)
Madame Martá, como o le petit chama a prefeita, está de bom astral. Dizem até que ela está repensando a política; que tudo aquilo que ela aprendeu com o Suplicy não fazia mais sentido. Deixou a entrevista sonhando com os Champs Eliseé! C’est la vie!
Nota urgente da redação da Zine.com.
Conforme apuramos no site do Cláudio Humberto o nome do mon petit não é “Luis Favre”, mas Felipe Belisario Wermus, que só tem visto de turista no Brasil.
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