quarta-feira, 16 de janeiro de 2002

Manual de Instruções para o Fórum Social Mundial II

    FÓRUM SOCIAL MUNDIAL II

 

             MANUAL DE INSTRUÇÕES E INSCRIÇÕES


         INTRODUÇÃO

Você, comunista, que está assanhado para participar ou pelo menos ver desfilar os ícones do comunismo internacional no Fórum Social Mundial II, a maior concentração de genocidas, guerrilheiros e intelectuais amantes de crimes por metro quadrado do planeta, desde já vá aprendendo algumas coisas!
Em primeiro lugar é bom que você domine a língua oficial do evento, ou pelo menos domine os costumes. Isto não é tão fácil quanto parece. Dada a diversidade da flora e da fauna que estarão presentes, é bom ter algumas aulas de comunês ou socialês, lendo o nosso Manual do Politicamente Correto, em três idiomas (o inglês não consta, por razões óbvias).
Por exemplo, se você é apreciador da guerrilha comunista das FARCs, e não conhece os costumes locais, é indispensável que você saiba reconhecer a Função Social da Cocaína, porque neste início de século XXI, não se justifica que você não saiba ou não compreenda a função social do plantio, e do consumo de cocaína por uma população que espoliada pelo capitalismo internacional não tem nada para comer nem para cheirar. Como a exclusão social capitalista não permitiu até agora o plantio organizado da coca no Brasil, adapte-se para conhecer a Função Social da Maconha, o entorpecente oficial do evento. (Maiores informações estão disponíveis no gabinete do dep. Gabeira em Brasília ou no site www.tôdoidao.org.br ).

Na questão zapatista é de bom alvitre (para quem só foi educado na pedagogia petista, alvitre quer dizer aconselhável) ter em conta que a questão social do México e da região toda só poderá ser resolvida com a substituição completa da democracia representativa mexicana por uma comissão tipo Orçamento Participativo para a Paz. Aliás, esta é  a grande novidade do Fórum. O próprio problema das guerras e das lutas separatistas não poderá pegar você de surpresa. Prepare-se para saber como o Fórum resolverá estes problemas crônicos da humanidade em apenas cinco dias - graves problemas que os capitalistas selvagens não souberam resolver em 2 séculos!. Você não pode ficar de fora disso! Leia com atenção o Manual que estaremos distribuindo e proponha você mesmo as soluções que o mundo precisa!

ATENÇÃO PARA AS INSCRIÇÕES

I - DEVERES

Você deverá provar que é comunista praticante, ou pelo menos socialista simpatizante por algum gesto, ação ou pensamento. Conforme o nosso espírito prático e revolucionário, é necessário provar ênfase em aulas práticas, no treinamento, na luta, para a inscrição. Enquanto os diplomas da UERGS não estão disponíveis (nas próximas edições do Fórum somente formados pela UERGS serão admitidos) pratique todas as formas de luta social. Por exemplo, seqüestre ou invada propriedades; assalte o Banrisul. Treine no seu vizinho, por motivo de economia. Mas não se esqueça de se cadastrar para as cestas-básicas do governo Olívio. Invada tudo o que for possível até a inauguração do evento. Rasgue as suas roupas; suje a sua cara de preto (desculpe, não foi intencional!) para simular pobreza e miséria!

É altamente recomendável inscrever-se no MST. Porém, as inscrições nesta  oficina são muito concorridas. Exigir-se-á escritura de terra ou comprovante de invasão fornecidos pela Brigada Militar ou pela Secretaria de Justiça Social e Segurança para Criminosos, reconhecida pela Justiça de Passo Fundo. Certificados de invasões antigas, já referendadas pelo neoliberalismo de FHC, não serão aceitos como documento válido!

II- DIREITOS

Carteirinha da CNBB. Se você estiver em dia com a entidade (sede internacional, Puebla, México) você é nosso convidado especial. Também a entrada é franqueada para portadores de documentos da Pastoral da Terra, Pastoral Carcerária, Pastoral do Menor ,dos Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e da Câmara Federal.

Trabalhadores em seqüestro (ou tomadores de reféns), profissionais em Ideologização Forçada de Crianças na rede pública estadual, e detentores de passaporte atualizado com visto de Cuba ou da Venezuela têm acesso franqueado.
Se você cumpre pena por algum delito contra a propriedade, a liberdade, o direito de ir e vir de alguém, a Comissão Organizadora não apenas franqueará a sua entrada, como lhe dará direito a duas refeições quentes e estadia  em hotel de 4 estrelas na rede local de Oliviogrado enquanto durar o evento. Estuda-se a  revisão da Lei de Execuções Penais.
Para os portadores de sofrimento psíquico serão ministradas aulas e palestras higienizadoras e de recuperação pelo Dr. Bisol. O evento será subsidiado pelo detergente mental LAVARÁPIDOSOCIAL ä, reconhecido oficialmente pela FAURGS. Se eles sobreviverem a Comissão Organizadora expedirá Certificados de Idiotia Social.
Como ainda estamos na terra do jeitinho brasileiro, se você tiver uma foto com o Fidel, com o Lula, um terço abençoado por qualquer bispo comunista da CNBB (serve foto do frei Beto e do Boff) e, especialmente, conseguir provar que é simpatizante do Osama bin Laden, o Fórum  estará de portas abertas para você!

III- LAZER

Ninguém é de ferro, muito menos os trabalhadores em revolução. Para descontrair a Comissão Organizadora do Fórum Social Mundial II reservou para todos alguns momentos de pura alegria. Não deixe de assistir e participar gratuitamente do evento Dois Minutos de Ódio, onde você poderá jogar o que quiser, e berrar o que quiser contra as imagens do George Bush, do FHC, do Olavo de Carvalho, do Vieira da Cunha, entre outros.
Para criar coragem, baseados enrolados em papel reciclável e ecologicamente correto estarão disponíveis. Não há perigo! As leis do Estado de Direito estarão suspensas durante todo o evento.
Chaveirinhos, T-shirts  e souvenirs com a efígie do Che Guevara e Bin Laden custam R$ 5,00 e se destinam à construção da sede do PT. Lembrancinhas de Stalin, Lênin, Mao Tse Tung, Pol Pot, Fidel Castro e Hugo Chavez,  custam R$ 1,00 e se destinam às obras sociais da primeira dama e para fechar as contas do Clube da Cidadania.

OBS.

Para os casos omissos neste Manual de Inscrições consulte o nosso site www.vivaocrime.org.br na Prefeitura de Porto Alegre, Oliviogrado, ou www.fechandoosolhosparaocrime.org.br  de Brasília.


Carlos Alberto Reis Lima.


sábado, 12 de janeiro de 2002

Entrevista Especial com Madame Marta

Entrevista especial com Marta ex-Suplecy dada á revista eletrônica Zine.com.boato
Zine: Madame Marta, desde quando rola o clima com o francês? Pelo seu sotaque parece que o caso é antigo, não é?
Marta: Je ne sai pas! O Eduardô Suplicy me seduziu com seu sobrenome – Suplicy – soava tão francês!
Zine: Vocês já não viviam juntos, não é?
Marta: Graças a mon Dieu ele passava muito tempo em Brasília torrando...
Zine: E o quê que aconteceu entre vocês?
Marta: Me lembro uma vez em que ele começou um discurso interminável...não, este foi o seu pedido de casamento. Depois disso ele não mudou mais o discurso. Acho que foi tudo uma coisa só. Eu não ouvia nada, não entendia nada, parecia o comício do Lula. Aí chegou mon petit.
Zine: E o Sen.Suplicy? Desconfiava? Não mandava os arapongas do partido investigar? Microcâmeras, grampos, o esquema usado lá em Marabá com os militares?
Marta: É claro. É tradição no partido. Mas como ele sempre funga antes de falar, o pessoal tinha muita interferência nos aparelhos, isto atrapalhava o grampo telefônico. Além disso, ninguém conseguia ficar ouvindo o Eduardô muito tempo.
Zine: O Luis Favre se dava com o senador?
Marta: O mon petit sempre foi muito discreto. E, além disso, ele respeitava muito o Eduardô. Mandava umas champagnes de vez em quando, da Argentina, e uns livros sobre distribuição de renda, da América, só para ele não desconfiar.
Zine: E a CPI do lixo, madame Marta? Bem na hora da lua de mel?
Marta: Lixo, c’est lixô, não é mesmo? Isto é sujeira do Pitta. Nós só continuamos os contratos. Acho que o pessoal do partido livra a gente! Eu na verdade estou mais interessada nos pobres de Paris e na papelada do divórcio. Estamos providenciando os inventários logo antes que o pessoal do partido acabe com toda esta coisa de rico, sabe, partilha, herança, etc.
Zine: O seu ex-marido, o Sen.Eduardo Suplicy, anda tomando lições de dicção para diminuir a proverbial confusão dos seus discursos. A Sra. acha que isto foi decisivo para a sua separação?
Marta: Para a eleição dele, sempre foi. Mas para a separação eu não acho não. Que me consta o Favre (nota da redação: Felipe Warmus, codinome Luis Favre, ex-membro da Organização Comunista Internacionalista, da 4a Internacional Socialista, como todo mundo sabe, com este currículo ele não tem nada a fazer no Brasil!) não se separou das suas últimas 4 mulheres porque elas tinham problemas de dicção. Problema de língua não separa casal, até pelo contrário. Mas os discursos...ah os discursos! Cheguei até pensar em indenização!
Zine: E esta história da Sra. mandar fazer uma lei para empregar estrangeiros na Prefeitura de São Paulo? É verdade? Tem a ver com monsieur Favre ou com o Bové?
Marta: Olha, tem muita mentira nisso daí, viu? O Bové tem o pessoal dele lá no Sul que garante umas granas. O mon petit não precisa de dinheiro. É um homem rico. Além disso, o Eduardô...apagô!
Zine: O Sen. tá nessa, do apagão?
Marta: Claro. Sempre estivemos juntos em tudo. Ele ficava falando e fungando, sabe, aquela história longa de renda mínima? Foi a gota d’água que faltou!
Zine: Entendemos. O Sen. se contentou com uma renda mínima e o seu namorado com a máxima e a sra., não é mesmo?
Marta: A zine.com.boato está indo très loin com esta entrevista! Eu quero deixar claro que o Eduardô para mim, aujourd’hui, é um homem público, não me pertence mais. Graças ao bom Dieu! Je sui très heureux!
Zine: Insistimos, madame. O interesse do seu noivado é mínimo, aliás, é máximo. O público exige. Há o caráter popular do evento. O Senador é um eventual candidato à presidência da República; o partido está arrumando 2 horas e meia na TV para ele poder dizer 10 palavras. Serão 10 palavras que encherão o sac...digo, as esperanças do povão trabalhador e ganharão uma eleição! A Sra. tem que ter esta sensibilidade.
Marta: Sensibilidade é comigo mesma. Ninguém que tenha vivido com o Eduardô tanto tempo como eu pode ter mais sensibilidade, mais tato. Não se trata disso. Eu prometo até votar nele lá da França.
Zine: E o seu mandato, Madame Marta?
Marta: Como o Tarso Genro, eu governo à distância. Ninguém repara mesmo! Já providenciamos umas maquininhas eletrônicas que são uma beleza! Ah, se o Al Gore tivesse nos ouvido!
Zine: O Lula vai ao seu casamento? Será o seu padrinho?
Marta: Teremos que consultar mon petit. Ele é muito chato com esta coisa de cerimonial. O Lula pode dar vexame, sabe com é?, Recolher o arroz da calçada para dar para os pobres de Paris. E tem os Sem-Terra!
Zine: Se o casamento for na França não haverá problema. Se for na Argentina não haverá arroz!
Marta: É, eles têm tradição. Houve os sans-cullotes e os descamisée do Perón! Eles que carreguem a prataria!
Zine: E os homossexuais, a sra. os abandonará também?
Marta: Agora eu tenho mon petit!
Zine: A Sra. pretende ter mais filhos?
Marta: Non...c’est très personnel! Au revoir!

(fim da entrevista)

Madame Martá, como o le petit chama a prefeita, está de bom astral. Dizem até que ela está repensando a política; que tudo aquilo que ela aprendeu com o Suplicy não fazia mais sentido. Deixou a entrevista sonhando com os Champs Eliseé! C’est la vie!

Nota urgente da redação da Zine.com.

Conforme apuramos no site do Cláudio Humberto o nome do mon petit não é “Luis Favre”, mas Felipe Belisario Wermus, que só tem visto de turista no Brasil.